História
Laterza ergue-se a cerca de 340 metros de altitude nas Murge meridionais, na fronteira entre a Puglia e a Basilicata, voltada para a beira de uma das gravinas mais impressionantes do Sul de Itália. A sua posição, a poucos quilómetros de Matera, torna-a uma paragem natural para quem explora esta zona de fronteira.
Quem ali vive resume a identidade da aldeia em três "F": forni para a cozedura do pão, fornaci para a majólica, fornelli para a carne assada. Três tradições artesanais e gastronómicas que contam melhor do que qualquer descrição a alma desta aldeia.
O que ver
A Gravina di Laterza. É a maior da província e um dos canyons mais extensos da Europa: cerca de 12 quilómetros de comprimento, paredes que roçam os 200 metros de altura e uma largura que em alguns pontos alcança os 500 metros. Coberta de vegetação, acolhe uma fauna de grande valor, a ponto de ser protegida por uma reserva LIPU que organiza excursões guiadas. O miradouro sobre a gravina é o ponto panorâmico mais espetacular da aldeia.
A majólica. Laterza tem uma tradição cerâmica de antiga nobreza, celebrada pelo MUMA — Museu da Majólica, que conserva valiosos exemplares da produção laertina, famosa sobretudo nos séculos XVII e XVIII. Ainda hoje na aldeia encontram-se oficinas artesanais.
As igrejas rupestres. Na gravina e no território abrem-se numerosas igrejas escavadas na rocha: San Giorgio, San Vito, Santa Caterina e outras, testemunho da civilização rupestre que marcou toda a Terra delle Gravine. Na aldeia, o Santuário da Mater Domini guarda uma cripta de época bizantina.
O pão. O pão de Laterza é um produto identitário: pães que podem alcançar os cinco quilos, cozidos durante horas em grandes fornos alimentados com ramos de oliveira. Junto ao pão, a focaccia e a tradição da carne no fornello.
Sabia que…
- A Gravina di Laterza tem cerca de 12 km de comprimento: um dos canyons maiores da Europa.
- Os três 'F' de Laterza são fornos, olarias e grelhas: pão, majólica e carne assada.
- Os pães laertinos podem pesar até cinco quilos.
- Laterza fica a apenas cerca de vinte minutos de Matera.
Informações práticas
| Horário | A aldeia é sempre visitável. O MUMA e as excursões LIPU seguem horários próprios. |
|---|---|
| Bilhete | Visita à aldeia gratuita. Museu e excursões guiadas pagas. |
| Acessibilidade | O centro é percorrível; os trilhos da gravina requerem sapatos de caminhada. |
| Como chegar | De Taranto cerca de 50 minutos de automóvel, através da SS106 e SP8. A cerca de 20 minutos de Matera. |
Conselhos para a visita
- Aprecie o miradouro sobre a gravina: é o panorama mais espetacular da aldeia.
- Para os trilhos na gravina, reserve uma excursão guiada com a LIPU.
- Visite o MUMA e procure as oficinas de majólica no centro histórico.
- Primavera e outono são as melhores estações para caminhadas.